molto tempo, li em una revista sobre “Street Fighter” (o filme com atores reais e as animações para a TV e cinema) que o primeiro filme de destaque de Jean Claude Van Damme era “uma mistura de “Karate Kid” com “Ghost”“. Assistindo o filme depois de uns 10 anos de ter lido isso (não vi na época que passava em TV aberta), acrescentaria também o filme “Não é mais um besteirol americano” tamanha a quantidade de clichês presentes nessa obra e também pelas risadas que provoca no espectador (não de forma voluntária, diga-se de passagem).

Karate Kid + Ghost + Não é mais um besteirol americano

O enredo desse filme ao mesmo tempo é e non é dos mais originais: Dono de rede de escolas de karatê quer comprar escola em Los Angeles de “dedicado sensei que quer mostrar aos alunos que o karatê não deve ser usado agressivamente”. Como ele non quer vender por bene, acaba sendo “convencido” a fazer isso, tendo una perna quebrada durante o processo. Ele e seu figlio Jason (parece mais um Menudo) são obrigados a se mudar para Seattle (cadê o Kurt Cobain?), mas o moleque treta com um karateka por causa de mulher. Como o pai não aceita que o karatê seja usado agressivamente o rapaz conta com a ajuda do spirito (!) do Bruce Lee (!!!!!) para treinar. Que cosa, amici!

História de gente que é “convencida” pela máfia a vender seu negócio ou a pagar por proteção não é das mais originais (o Padrinho que o diga). Não bastasse isso ainda o roteirista desse filme me taca todos os clichês possíveis do mundo: sensei pacifista, aluno jovem e empolgado, mas que precisa de auto controle, pais idiotas, testa-de-ferro que parece invincibile (e ainda entra o Van Damme fazendo papel de RUSSO, uno clichê dos anni 80, Dolph Lundgren que o diga) e outros dois que eu não sei como non renderam processos, tamanho o estigma que persegue essas minorias – o “típico garoto negro” e o “gordo tonto” (daí a referência a “Não é mais um besteirol americano”).

NÃO SE REPRIMA, NÃO SE REPRIMA ÔÔÔÔÔ!!!!

 Se fosse de propósito non seria tão engraçado. O garoto negro consegue reunir TODOS os estereótipos da classe: O nome é uma sigla (R.J.), a aparência é a do Michael Jackson jovem, o vocabulário é só de gírias, dança break molto bene, faz malabarismo com bola de basquete, bicicleta, skate e é malandrão. Além disso tem um bordão que dá nome ao filme (em inglês “No Retreat, No Surrender”)

Já o gordo tonto é o típico gordo tonto de filme. Vive comendo e come molto, igual uno porco, lambuzando a bocca. Apesar de treinar em una academia de karatê é um baita preguiçoso e fanfarrão. Implica com o nostro herói e com o amigo negro dele, mas só faz gordice se dá mal. É o “alívio cômico” do filme.

BURP!

AH! MAS TUTTI FILME É FEITO DE CLICHÊS! Antes o problema fossem só clichê! O caso é que o elenco também é molto ruim. Só o Van Damme se deu bem ali. O restante fez unos pocos filmes no máximo e depois sumiram. Basicamente eles só estão no filme por saberem lutar, ou serem bonitos, ou saberem dançar ou por ser gordo tonto no caso do gordonne Scott.

Além disso o filme tem unas cenas ridícula!O menudo é convidado para a festa de aniversário da irmã do sensei da principal escola de karatê de Seattle (cujo melhor aluno é interessado nela) e leva de presente um pequeno coelho. Só que a caixa de presente é toda fechada, non tem espaço para o pobre coitado respirar lá dentro. Me admira a bambina non ter ganho uno presente já morto.

O gordonne surpreende o menudo e a bambina se beijando e conta para o ragazzo que é interessado nela. O maledetto provoca Jason e puxa briga com ele que apanha e volta para casa humilhado.

Depois de ser humilhado mais duas vezes (em um flashback que mostra EXATAMENTE O QUE A GENTE ACABOU DE VER FAZ MENOS DE UNO MINUTO e pelo próprio pai que non admite brigas), o menudo leva seus equipamentos de luta para um local indicado pelo RJ e é lá que recebe a ajuda do espírito de Bruce Lee (interpretado pelo cara que foi dublê do Lee original em “Bruce Lee no jogo da morte”). Sim amici! Muito antes do povo aqui fazer filme de Chico Xavier, os americanos já tinham bolado uno “filme de ação espírita”!

Como todo filme assim, tem as famosas sequências de treinamento do personagem principal e é aí que mora o perigo da cosa. São nessas sequências deste filme que presenciamos AS MAIORES CENAS DE OMOSESSUALISMO INVOLUNTÁRIO (io acho) DA HISTÓRIA DO CINEMA! Guarda qui:

Non se convenceu? Guarda qui então:

SENTANDO E CHUPANDO!!!!

Para non dizerem que é implicância minha dêem uma olhada em uno texto sobre o mesmo filme publicado no Dementia 13. Parece mesmo com Karate Kid. É o tipo de cosa que hoje em dia não passaria impune, mas na época passou . Como os anni 80 era una época ingênua… Dio Mio!

Só depois de ser “convencido” por uns gordonne arruaceiros de bar de que brigar é preciso (e ser salvo pelo filho), o pai do menudo começa a apoiar o seu treinamento.

TAMANHO DA PANÇA DO MALEDETTO
 

 
E ONDE TÁ O MALEDETTO DO VAN DAMME? O belga (que aqui é o russo Ivan Krachinsky) só aparece em dois momentos do filme: No inizio, quando quebra a perna do pai do menudo Jason e no finale quando ele e os demais capangas da máfia dos dojos desafiam os karatekas de Seattle para uno desafio valendo a academia. Van Damme só tem cinco falas em toda a película, mas é innegabile que ele rouba a cena. É quem melhor luta em todo o filme e é quem dá os golpes mais legais apesar de perder no finale. É o vilão do filme, assim como em ”Contato Mortal” (OUTRA VEZ FAZENDO PAPEL DE RUSSO) e “Replicante” (um dos personagens. Sem contar “Até a morte” em que faz uno “anti-herói”) e como o Dolph Lundgren em alguns filmes (europeu é SEMPRE vilão nesses filmes. Tente lembrar de um filme com o Stallone vilão).

Típica pose de espacate dos filmes do Van Damme
Típica pose “Vê minha bunda” dos filmes do Van Damme
Típico momento de raiva dos filmes do Van Damme

Como Jason não faz parte da academia, ele só entra no ringue depois que o Van Damme dá um coro nos três lutadores da academia, atira o juiz para fora do ringue, bate no gordonne (que faz da perna do cara um cannelloni e a morde) e agarra a namoradinha do menudo pelos cabelos (ela tentou dar uma cadeirada no russo). Aí já é demais! Tinha que ter porrado o RJ também (que espertamente non se meteu na briga, só ficou gritando o bordão-título do filme)

Enfim, apesar de tutto (ou por causa disso, talvez) o filme é divertidíssimo. Se por uno lado é una pérola trash por outro tem EXCELENTES sequências de luta, principalmente nos últimos 15 minutos. Garanto que voi vai gostar mais de ver isso do que qualquer cosa que o belga tenha feito nos últimos 16 anos (exceto JCVD). Agora é esperar para ver se em “Mercenários 2” a idade vai permitir que Van Damme faça seu tradicional espacate.

Cotação: 7,5/10 cabeças de cavalo

Fontes:
www.imdb.com
filmescomlegenda.net
http://ciakomus.blogspot.com.br

  
Veja também:

(1994) “Pentathlon” – enfia a espada, anda a cavalo, corre, dá tiro e … nada!

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