Meus caros, non me esqueci de James Bond, o espião cocoroca inglês, segundo Stanislaw Ponte Preta. Há exatos 50 anni era lançado “007 contra o satânico Dr. No”, uno clássico do cinema que gerou mais unas duzentas continuações com 5 atores talentosos e o George Lazemby. A série fez tanto sucesso que gerou uma série de imitações “avacalhadas” como “Agente 86”, “Austin Powers”, “Duro de espiar”, “Johnny English”dentre outros, mas mesmo o pior fã do bretão tem que admitir que as maiores palhaçadas feitas com a imagem do agente são obra dos próprios produtores da série.

Acompanhem a lista a seguir. Se não fosse a presença do Sean Connery ou do Roger Moore, você juraria de pés juntos que se trata de uno filme do Austin Powers.

007 – Para fora do avião com amor (1964)

OK, Goldfinger é uno dos melhores, senão o melhor filme da série. A cena do laser passou para a posteridade do cinema (só non é melhor que a da cabeça de cavalo no pé da cama de uno certo filme aí), mas que a morte do vilão é tosca, isso vocês tem que concordar comigo:

007 contra a Trolha Atômica (1965).

Como o que já era ruim pode piorar, em “007 contra a Chantagem Atômica” tentaram matar o James Bond com uno “aparelho de ginástica”. Quem era o vilão nesse filme, o Tony Little?

007 – Os Idiotas são Eternos (1971).

George Lazemby fez só um filme (“007 a Serviço de Sua Majestade”) e foi embora porque non queria ser marcado unicamente como 007 (e se arrependeu de ter feito isso, tempos depois). Aí tiveram que chamar de volta o Sean Connery para essa sequência (“007 – os Diamantes são Eternos”). Se o escocês não tivesse sido tão bem pago para fazer isso aqui eu diria que ele fez una bruta cagada. Bote o Leslie Nielsen no lugar dele e essa cena entra diretinho (opa!) em “Duro de espiar”

007 contra o Negão Inflável (1973).

Depois que o Sean Connery viu que iria passar mais vergonha, resolveu pular fora do barco (o que não o impediu de passar vergonha de novo). O salame acabou sobrando para o Roger Moore, que ficou com a péssima fama de “O espião que só zuava“, mas a culpa é da turma do “Seu Brócolis” (Albert R. Broccoli, um dos produtores da série), que quiseram “modernizar” o espião.

Como nos anni 70 a moda eram os filmes de “negão”, colocaram um monte de afro-americanni para enfrentar o bunda branca em “Com 007 viva e deixe morrer”. Se essa cena estivesse em um filme turco, as pessoas ririam e ridicularizariam o cinema dos “brimos”, mas como foi em um filme do James Bond passou batido. OLHA O NÍVEL DISSO, CAZZO!

007 contra o Homem da Pistola de Merda (1974).

Uno exemplo de una buona cena que foi arruinada. Em “007 contra o homem da pistola de ouro”una cena com uno carro que seria ótima se non fosse o efeito sonoro ridiccolo que colocaram de fundo:

Se per uno lado esse filme tinha uno vilão interessante (Christopher Lee, o Drácula, o Conde Dooku, o Saruman, o Dr. Wonka, o Morgan Canfield) per otro tinha como testa-de-ferro, o TATU da Ilha da Fantasia (antes de ser Tatu, diga-se de passagem)

Pr. Fredo Malafaia Corleone – Armários, jogos e bençãos

007 – Não olha para o lado que o Bond tá passando(1979).

Jaws (Boca de lata) é o vilão mais carismático de TODA a série. Fez tanto sucesso em “007 – O espião que m amava” que retornou em “007 contra o foguete da morte”, simplesmente um dos filmes mais DIDIMOCOZADOS DA SÉRIE. O filme tem tanta cara de “Dr. Renato” que rodaram parte do filme no Brasil e colocaram para fazer uma participação especial, nada menos que CARLOS KURT, o alemão neurastêmico dos Trapalhões, que na minha humilde opinião, deveria ser vilão do filme. Se é para avacalhar, vamos avacalhar com estilo:

Ainda arrumaram uma namorada para o dentuço. É o feitiço do Rio:

O cidadão apareceu até em filme do Adam Sandler (sem a dentadura de lata), para ver que o negócio dele é mesmo fazer filme ruim:

Mas nenhum filme do Adam Sandler pode ser pior que uno que mete as Cataratas do Iguaçu e una PIRÂMIDE no meio da FLORESTA AMAZÔNICA! Mio San Gennaro!

Para non dizerem que os produtores sacanearam só o Brasil, sobrou também para a terra do mio Padrino, a Itália. Una cena com una gôndola motorizada em Veneza, seria algo bem interessante se non tivessem tido a brilhante idéia de colocar a embarcação para “rodar” em terra firme! Mais “Didi Mocó” que isso só se tivesse o próprio Renato Aragão dirigindo:

007 contra Octobussa: A Didimocozação não foi o bastante (1983).

Em 1983, não satisfeitos em didimocozar “007 contra o foguete da morte”, os produtores da série resolveram ir além na imitação dos Trapalhões. No mesmo ano em que o quarteto se separou e lançou dois filmes independentes (Didi lançou “O Trapalhão na Arca de Noé” e os otros 3 lançaram “Atrapalhando a Suate”), também saíram dois filmes do James Bond naquele ano: o oficial “007 contra Octopussy” (Título piada pronta) e o “não-oficial” “007 Nunca mais outra vez”, com o Sean Connery DE NOVO fazendo papel do espião britânico, só que com 53 anos no lombo (nada mal, já que o Roger Moore já tinha 56. Sim, Roger Moore é mais vecchio que Sean Connery).

O filme oficial é considerado um dos piores dos 23 já feitos, afinal o cocoroca inglês “causa” na Índia (com direito a um “Quem quer dinheiro”):

…usa uno “submarino jacaré” em 6:43…

…se veste de gorila em 1:09…

… de palhaço em 2:50…

 … e imita o TARZAN EM 4:27!!!! DIO SANTO!!!

Para non ficar atrás, os produtores do “007 do Sean Connery” colocaram o “Sir” para contracenar com Rowan Atkinson, isso mesmo, o Mr. Bean:

007 na mira da vara de pescar (1985).

Depois de algunas críticas, em 1985, fizeram uno filme menos “Renato Aragão” chamado “A view to a kill” (007 na mira dos assassinos), contudo conseguiram estragar una ótima sequência na Torre Eiffel colocando o Júnior Baiano a Grace Jones para “fisgar” o James Bond literalmente. Em 2:00 no clipe (ótimo) do Duran Duran:


007 contra “Cardoso”(1995).

Depois da fase Roger Moore, veio o Timothy Dalton, com seu Bond mais violento e tal e logo depois o Pierce Brosnan e a avacalhação parecia ter terminado. Só que logo na estréia do namorado da ex-mulher da “Babá Quase Perfeita” me colocam como testa-de-ferro do vilão uno tal de Boris Grishenko, que nada mais é que um nerd, egocêntrico e que se acha auto-suficiente (I’m invincible!). É como se o Cardoso fosse capanga de um inimigo do 007.

Aí vocês me dizem “Ah! Mas agora é diferente! É um outro estilo, com um outro ator. Não tem nada de Didi Mocó mais não.” Não é o que dizem no Orkut não, bambini.

TOY DOLLS – My hair is blond… dyed blond.

Menção horrorosa: Muito antes do Daniel Craig estrelar o seu “Casino Royale”, já existiam 2 filmes com esse nome. Um de 1954, baseado diretamente no livro do Ian Fleming e una paródia, de 1967, com uno “James Bond de bigode” além do Peter Sellers (que também é James Bond), Woody Allen (que também é James Bond) e até a Bond Girl original, Ursula Andress (que, pasmem, também é James Bond)

*“Didimocozação” é um termo de autoria de Chico Barney. Leia também A “didimocozação” de Chuck Norris

Update: Qu4tro Coisas James Bond:


Fontes:
www.wikipedia.com
www.youtube.com
www.imdb.com
www.orkut.com
http://books.google.com.br/
www.trollagensdoderp.com
http://www.thatstupidblog.com/
http://factotum13.blogspot.com.br/

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