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Bambini, oggi vamos fazer algo diferente,. Como é semana de segundo turno, nós vamos analisar DOIS filmes diferentes e vocês, meus dois leitores, vão dizer nos comentários de qual vocês gostam. Ambos são sobre eleições. Uno mais antigo e mais sério e una estreia recente que é bem escrachada. Vamos a eles:






Uma eleição como ela é de verdade (infelizmente)


Non me lembro quem foi que disse una vez que muitas vezes você tem que usar o particular para falar do universal. Pois é isso que Alexander Payne (“Os descendentes”) nos propõe com o seu “Eleição”, uno de seus primeiros filmes. No pequeno universo de uma escola secundária de Omaha nos EUA, o diretor consegue representar todas as emoções, intrigas e manipulações que existem por trás de uma eleição de verdade e muitas vezes melhor que muito filme “adulto” (non adulto de “canal adulto”. Adulto no sentido sisudo da palavra).
Apesar de a história se concentrar nos personagens do Matthew Broderick e da Reese Whiterspoon, o filme também dá voz aos pensamentos do burraldo popular que joga no time de futebol americano (Chris Klein) e da sua irmã lésbica e rebelde (Jessica Campbell). Como vêem é uno filme mais democrático que a nostra imprensa, que só dá ouvido a uno dos lados (o lado que paga a conta).

No filme, Jim McAllister (Matthew Broderick) é uno professor de História sem filhos (mas casado, ao contrário de unos prefeitos que tem aí), decadente e que tem uma baita bronca com a aluna Tracy Flick (Reese Whiterspoon), primeiro que ela é uno baita purgante (menininha aplicada, participa de todas as atividades extracurriculares, quer ser a primeira da turma…) e segundo que ele a culpa pela expulsão de seu melhor amigo dentro do quadro de professores do colégio (caso de professor com aluna).
Para impedir que ela ganhe a eleição para representante mor dos alunos, Jim convence o aluno burraldo e popular Paul Meltzer (Klein) a concorrer contra Tracy. É o famoso “inocente útil”, manobra que também é usada no otro filme que analisaremos nesse post e porque non dizer, nas eleições reais.
“Eu votei na Marina Silva!”
Como acontece também nas eleições de verdade, o ressentimento também tem papel principal nesse filme. Como a namoradinha da irmã do burraldo larga ela para pegar o irmão (que agora é importante, pois é candidato e tal), para se vingar, Tammy Meltzer resolve lançar una “candidatura de protesto”.
“Voto no Serra, mas não voto no candidato do meu ex-partido”
E aí, a sorte está lançada. Tudo que acontece em una eleição do mundo real acontece no filme: sabotagem, ameaças, manipulação, fraude, ofensas pessoais e burrice. Paralelamente a isso, Jim passa por una crise no casamento. Há uno ano que ele e a mulher Diana (Molly Hagan) tentam ter uno filho e non conseguem enquanto Linda (Delaney Driscoll), a ex-mulher do amigo demitido se aproxima demais dele fazendo com que aos poucos o seu conceito de ética e moral fiquem cada vez mais flexíveis.
Isso é o melhor aspecto desse filme: ninguém presta. O professor de História, que leciona sobre ética e moral é uno manipulador que quer manter uno caso extraconjugal. Já a “aluna perfeita”, tão racional e inteligente, acaba se deixando levar pelas emoções e sabota a campagna do rival.
“Chamei meu adversário de FILHO DA PUTA e depois apaguei o que escrevi”

Todo mundo é desonesto, exceto o Paul Metzler que é burro demais até para isso. Aliás se ele non fosse uno cara bonitão, alto, forte, jogador de futebol americano e non tivesse uma assessora de comunicação tão boa quanto a ex-namorada da irmã, jamais conseguiria tantos votos. Aliás esses são dois aspectos presentes no otro filme que vou analisar: Canalhice dos dois lados e marqueteiros políticos interesseiros que mudam de lado como quem muda de roupa.


Otro aspecto interessante dessa película vem de una curiosa coincidência. No filme as eleições são fraudadas e é preciso fazer una recontagem dos votos. E o que foi que aconteceu na eleição presidencial americana justo no ano seguinte ao filme?

Já pensou se o filme se passasse na Flórida?
Enfim, se esse filme fosse uno candidato, seria uno político sarcástico, debochado, mas inteligente e com sérias críticas a fazer. Quase como Plínio de Arruda Sampaio antes de ficar gagá e declarar voto no Serra.
Vamos agora ao otro candidato:
Uma eleição como ela parece ser (ou pior)
A principal regra de quem faz comédia é non levá-la a sério. Pode parecer óbvio o que eu escrevi, mas é assim que devemos encarar esse filme. Se o otro filme tinha uno conteúdo mais crítico, esse aqui é pura galhofa despretenciosa, que vai lhe render buonos minutos de gargalhada, principalmente se você imaginar os dois candidatos aí da tua cidade no lugar do Will Ferrell e do Zach Galifianakis.
A trama é a seguinte: Cam Brady (Will Ferrell) é uno deputado democrata, representante de uno pequeno distrito da Carolina do Norte. Como nunca teve uno concorrente à altura começou a relaxar demais em sua campanha, fazer lambanças (como por exemplo colocar una gravação indecente em vez da gravação de campanha na hora de ligar para o telefone dos eleitores) e se tornou incontrolável. Pensando nisso, os irmãos Wade (John Litgow e Dan Aykroyd), ricos donos de indústria que sempre investiram pesado na campanha de Cam, resolvem lançar uno concorrente, que seja mais fácil de manipular (lembram do burraldo do filme acima?)
O opositor nesse caso é o ingênuo republicano Marty Huggins (Zach Galifianakis), filho de uno homem importante da cidade, diretor do Centro de Turismo da cidade e uno perfecto idiota. Sua famiglia faria a alegria dos produtores do quadro “Medida Certa” do Fantástico e a tristeza do dono do rodízio de massas. É aquela famiglia que non pode entrar toda em uno elevador, senão quebra.
Essa famiglia em una cantina do Bixiga…
Como Huggins é uno perfecto pazzo, o consultor político Tim Wattley (Dylan McDermott) se oferece para fazer com que ele pareça uno político americano de verdade, mais másculo, mais firme, com cachorros mais americanos e non “Pugs chineses”. A sua casa é redecorada para parecer mais “americana”, com aquelas cabeças de Alce e cosas do tipo.

Una vez que agora Brady tem uno concorrente com dinheiro e chances de ganhar a eleição, chegou a hora de apelar. Como Huggins tem uno bigode adivinhem com quem que ele é relacionado? Non, non é com Lula, Mercadante ou Olívio Dutra e sim com Saddam Husseim (típico de una campagna política estadunidense. Mesmo o Obama já foi chamado de “pró-árabe” pela sua origem muçulmana). A resposta é mais hilária ainda: “Sabe quem tinha bigode também? Isso mesmo, Jesus Cristo!
Aliás, a questão religiosa também aparece nesse filme, pois tanto lá quanto QUI, a religião conta muito. Huggins vai a una sinagoga enquanto Brady vai àquelas igrejas protestantes bem esquisitonas e inventa de segurar serpentes vivas no meio do culto. É óbvio que isso non dá certo e una delas morde o seu braço e ele começa a gritar bastante palavrão no meio da igreja, mas depois ele começa a falar de milagre e tal e aí fica tudo bem.
Ainda bem que o Serra non inventou de fazer isso. Iria ficar com pena da sepente que o mordesse
O melhor do filme é que à medida que a campagna vai chegando à reta final, a baixaria começa a ficar incontrolável e acontece de tudo: Uno visita o otro para terem una conversa amigável, bebem e quando aquele volta para casa dirigindo é denunciado por dirigir breaco. Uno passa a cuidar do filho do otro, uno pega a mulher do otro e os dois vão para as vias de fato em uno debate, junto com os respectivos eleitores, mas o auge é a cena do bebê:  
Este filme mostra também as forças que estão por trás das eleições, independente do espectro político. Lembram do Jim McAllister do otro filme? Pois nesse os irmãos Wade fazem o papel de “Poderosos Chefões” (adoro escrever isso) e manipulam as eleições de acordo com seus interesses empresariais. MAIS OU MENOS IGUAIS AS ELEIÇÕES DE UNO PAÍS ABAIXO DO EQUADOR…
Infelizmente o diretor Jay Roach (Trilogia Austin Powers, a propósito, já leram o especial do 007?) se esqueceu da regra principal da comédia, mencionada lá no primeiro parágrafo. No final do filme ele leva o tema a sério demais e acaba querendo dar lição de moral (quem viu o filme lá de cima sabe que esse negócio de moral é difícil de definir e é algo muito flexível) abandonando o tom cínico que vinha levando até então. É o mesmo defeito de Bulworth, que foi apresentado qui neste blog na semana do primeiro turno. É como se o Levy Fidelix resolvesse falar sobre saúde e educação justamente na última semana de campagna.
Então, qual você prefere? NÃO DEIXE DE COMENTAR! Até a apuração!
    Fontes:

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