Foto tirada do Portal do Vale Tudo
NOTA: Antes que alguno Bondmaníaco venha encher o sacco nos comentários, reafirmo o que está escrito aí no título do post. Antes de ser uno blog sobre cinema esse é uno blog de esculhambação, portanto non poderia deixar de fazer isso com uno sucesso de bilheteria como esse. Além do que tudo que está nesse post, está no filme, bem como neste aqui também.


Batman TDK + Esqueceram de mim + Outros filmes de James Bond = Skyfall
Dizer que cada filme de James Bond é uno produto de sua época é meio que chover no molhado, mas depois de ver esse “Skyfall” non tem como non pensar nisso. Quando os filmes de ficção científica estavam em voga e a “crise dos mísseis” deixou o perigo de una hecatombe nuclear mais real, tivemos os filmes de Sean Connery. Quando o “blaxploitation” tava na moda tivemos “Com 007 viva e deixe morrer” e seus vilões negros. O sucesso de “Star Wars” fez “007 Contra o Foguete da Morte”“furar a fila” e ser rodado antes de “007 Somente para seus olhos”. E a violência do cinema oitentista trouxe um James Bond mais brutal na fase Timothy Dalton. Esse filme nuovo “007: Operação Skyfall” non foge a regra. É uno Bond mais “realista” (o que é uno paradoxo em se tratando de filmes de 007, mas vá lá), mais referencial (principalmente auto-referencial, até por causa do cinquentenário do ragazzo no cinema) e com una trama mais “vilão-insano-que-se-deixa-ser-pego-para-aprontar-no-QG-dos-mocinhos- e-fugir-de-novo” (ver Coringa e Lóki).
O CÃO foi quem butô pra nóis beber! (e mexeu em vez de bater)
Contudo é uno pocco injusto considerar esse filme apenas uno “Cavaleiro das Trevas com James Bond”. Mesmo tendo várias semelhanças com o filme do morcegonne, não há filme com mais cara de 007 do que este. A abertura segue o velho estilão do Maurice Binder (que criou as aberturas clássicas dos filmes do espião inglês), o Q (Ben Wishaw) está de volta (Uno Q que non merece lá muito respeito, mas tem função na trama), as quinquilharias tecnológicas estão de volta (menos espelhafatosas, mas estão), a pistola “Walter PPK”(pepeca?) está de volta, personagens clássicos estão de volta (non vou dizer quem é), a Escócia está lá (em homenagem à Sean Connery, Ian Fleming criou uma origem escocesa para James Bond, além do país ser una das locações de “007 – O Mundo não é o bastante”) até o Aston Martin, carro velho de guerra com seus botão de ejetar gente chata, está lá também. Tutti está lá!
Qual é a distância de Exu p’ aqui?
E durante todo o filme a tônica é essa: contrapor o vecchio com o nuovo. O filme é basicamente sobre isso – quando agir a moda antiga e quando é a hora de aprender truques nuovos. É uno filme que tenta atrair os fãs antigos de James Bond, que torciam o nariz para o Daniel “Didi Mocó” Craig, e ao mesmo tempo manter o novos, que nem devem lembrar direito do Pierce Brosnan, quanto mais sabem soletrar “Connery” corretamente.
“Posso hackear qualquer computador que eu quiser”
“Mas perder a virgindade que é bom, nada, né?”
A trama é a seguinte: Durante una missão em Istambul (“Moscou conta 007”?, “007 – O Mundo não é o bastante”?), Bond é atingido acidentalmente por una agente novata (Naomie Harris), que apesar de non conseguir colocar o vilão na sua mira (os dois estão lutando em cima do trem como em “007 Contra Octopussy” . Em “007 contra Goldeneye”, também tem una gran cena com trem) é obrigada a atirar seguindo ordens da M (Judi Dench), mesmo correndo risco de atingir o melhor agente da MI6. Bond é dado como morto, mas depois reaparece todo pimpão em Londres (alguém aí lembrou de “Com 007 só se vive duas vezes”?).

O trem é assim/Assim que é/Sem proceder não para em péééé…
O vilão que fugiu continha una HD com as identidades de todos os agentes infiltrados em organizações terroristas mundo afora (perque alguém reuniria informações tão importantes em uno HD é algo que eu non sei, mas vá lá, é filme). Per causa dessa falta, M é “convidada a se aposentar” e precisa usar o pocco tempo que lhe resta na instituição para recuperar o objeto. Aí volta à cena o 007.
A M é a Dona GILMA lá do MI6
O tal objeto caiu nas mãos de Raoul Silva, interpretado por Clodovil Javier Barden, que é uno antigo desafeto de M e cuja motivação é pura e simplesmente estragar a vida da véia e tarar o Bond. Você já deve ter lido em otro lugar sobre a cena em que o agente está amarrado em una cadeira e o Clodovil chega, vai desabotoando a camisa dele, acariciando a suas pernas e diz que “há uma primeira vez para tudo” e eis que o inglês responde “E o que o faz pensar que é a primeira vez?”. Considerando que antes de ser agente secreto Bond foi oficial da MARINHA inglesa, non me surpreenderia saber que ele teve experiência com otro homem. Lembrem-se do Village People.

A propósito, assim como em “Thor”, “Capitão América”e otros filmes de ação, aqui também há uno esforço tremendo em mostrar o herói sem camisa. Parecer ser a maneira que o cinema de ação encontrou para atrair o público feminino, BEM COMO OTROSPÚBLICOS para seus filmes, pois non encontro otra explicação para tal expediente.
A primeira faz TCHUM!
Otroexpediente comum dos filmes atuais e que está presente nesse também é o do “vilão-insano-que-se-deixa-ser-pego-para-aprontar-no-QG-dos-mocinhos- e-fugir-de-novo”. O Coringa em “Cavaleiro das Trevas” praticamente se deixa capturar só para tocar o terror na delegacia de Gotham e escapar de novo. O Lóki também aproveita muito bem a estadia no QG dos “Vingadores” e toca o terror lá também. É difícil ver o vilão de Javier Bardem e non se lembrar desses otros dois (e também do Clodovil). A cela em que ele fica me lembrou a do Lóki (Na verdade a inspiração dos dois filmes talvez tenha sido a cela transparente de “O Silêncio dos Inocentes“). Além disso logo em sua primeira aparição ele conta uma história sobre como pegar ratos que me lembrou una otra que eu ouvi em alguno lugar.
Ah! Hahahahaha! Você quer que a M venha aqui pegar você, salvar você!
Essa historinha contada pelo Silva (non consigo deixar de lembrar dissoquando eu ouço falar em Silva) também remete ao que o Coringa fala para o Batman que uno é parte do otro e que para existir uno é preciso existir o otro e vice-versa. A história dos ratos é uma forma de Silva dizer que ele e Bond são “bichos da mesma espécie”e que “a M vai fazê-los se devorarem” (negócio de uno rato comer o otro ficou mezzo gay, não?)

Tenho direito a um telefonema












Mas como disse anteriormente, “Skyfall” é mais do que uno nuovoCavaleiro das Trevas”, até pelas referências a otros filmes do 007. Tem uma cena com uno dragão de komodo que lembra o Roger Moore pisando na cabeça dos crocodilos em “Com 007 viva e deixe morrer”. Pocco antes ele derrota uno asiático que parece ser una versão maior do Oddjob de “007 contra Goldfinger” só que sem chapéu. Além disso há a EXCELENTE FOTOGRAFIA, obra de Roger Deakins, que já trabalhou várias vezes com os Irmãos Coen, inclusive em “Onde os fracos não tem vez” (com ele de novo, Javier Bardem). Uno buonoexemplo é a cena de luta em uno prédio em Xangai (No filme de quem mesmo que tinha unas cenas que se passavam em uno lugar da China?), que me fizeram lembrar desse filme (acidentalmente, duvido que Deakins o tenha visto)
Se cagou todo, baitola?
Otroque merece crédito é o roteirista John Logan, que já escreveu clássicos como “O Gladiador”, “O Aviador” e “A Invasão de Hugo Cabret” e que deu uno trato no primeiro roteiro escrito por Neal Purvis e Robert Wade, que trabalharam nos filmes anteriores com Daniel Craig. Além, é claro de Sam Mendes, primeiro diretor oscarizado a dirigir uno Bond e que já trabalhou com Craig em “Estrada para a Perdição”. Graças a eles, você nem vê as duas horas e vinte cinco de produção passarem.
Esse dia foi foda
Enfim, se você ouvir de alguém que “Skyfall” merece estar em uno “Top 10” dos filmes do James Bond, non é exagero. Agora ninguém pode falar que este Bond non tem senso de humor, non tem charme, nem quinquilharias eletrônicas, nem toma Martini batido e non mexido, non pode dizer nada dele. Só que é mezzo afrescalhado, mas isso só poderemos confirmar no próximo filme, o “Bond 24”uuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuiiiiiiiiiiiiiiiiii!
Chamar os Beatles pra tocar aqui em cima ó!
Cotação
8/10 cabeças de cavalo – Vale pelas cenas de ação e a auto-referência.

ATENÇÃO:Os trechos a seguir contém algunos SPOILERS que achei interessante esculhambar mencionar:
Quando Bond entrega para análise os vestígios da bala disparada pelo vilão que o acertou em Istambul, ele diz Somente para seus olhos, una referência a otro filme da fase Roger Moore. O fato da bala ser una prova faz referência a “007 Contra o Homem da Pistola de Ouro“. O fato de parte da história se passar em Macau, também é una referência a este filme.

Raoul Silva antes de se bandear para o lado dos vilões já foi Tiago Rodriguez (será que o fato de “Tiago” e “James” terem a mesma raiz etmológica tem algo a ver ou é besteira minha?), agente predileto da M, mas que a véia teve que sacrificar em troca de uma transição pacífica do governo do Hong Kong para os chineses. Daí uma semelhança entre ele e Bond, que também teve que ser sacrificado por M (ex-agente da MI6 que troca de lado… alguém disse Goldeneye?).


Por falar em herói e vilão serem parecidos, isso me lembrou Austin Powers e Dr. Evil (non me xinguem!) 

Ao fugir das instalações provisórias da MI6, o nosso Clodovil, consegue uno disfarce de policial no metrô de Londres. Onde que eu já vi uno vilão se disfarçando de policial?

Eu vi isso em algum lugar
Quando o Clô e seus capangas invadem a sala onde M está sendo interrogada por autoridades britânicas e começam a atirar em todo o mundo, Bond tenta depistá-lo atirando nos extintores de incêndio. Se isso non é Didi Mocó, eu non sei mais o que é.

Para capturar o vilão, Bond resolve levar M com o Aston Martin para os confins da Escócia, sua terra natal, e deixar uma espécie de trilha para que o Silva possa rastreá-lo. O local escolhido é a fazenda “Skyfall” onde Bond foi criado. Logo na entrada tem uma estátua de uno VEADÃO (cervo é o cazzo!) enorme. Daí ficam com raiva quando a gente questiona a sexualidade do James Bond.


O “rancho do veadão escocês” é guardado por uno vecchio, chamado Kincaid (Albert Finney, que também é o cara que recrutou Jason Bourne, vejam só) que cuidou de James Bond depois que os pais dele morreram. Tipo uno mordomo inglês conhecido nosso… perto da antiga casa dos Bond está o túmulo dos pais de James, mais ou menos igual una mansão que a gente conhece.


Para deter os capangas do Clô, Bond, M e o vecchio enchem a casa de armadilhas. Eu quase gritei no cinema “Isso aí é Esqueceram de Mim, farabuttos!”. Só faltou uno capanga ser o Joe Pesci.


Quando enfrenta uno dos capangas, Bond usa a arma do ragazzo para fazer uno buraco no chão de gelo abaixo deles, lembrando una cena do filme “007 – Marcado para a morte

A primeira casa de James Bond explode e a M morre. Tem quem diga que é una referência ao “Casino Royale da zuera” de 1967.

Por fim, o modo como o Clô é eliminado pode ser otra referência a “007 Somente para seus olhos”

Fontes:
www.imdb.com
http://pt.wikipedia.org/wiki/James_Bond
http://bailedosenxutos.com/wp-content/uploads/2012/10/image005.png
http://img.thesun.co.uk/multimedia/archive/01608/BOND-620_1608140a.jpg
http://aka.media.entertainment.sky.com/image/unscaled/2012/05/21/DI-Skyfall-112-DI-to-L10.jpg
http://www.liveforfilms.com/wp-content/uploads/2012/10/Skyfall-Daniel-Craig-Naomie-Harris-cutthroatrazor.jpg
http://mehtakyakehta.files.wordpress.com/2012/11/skyfall-james-bond-trailer.jpg
http://collider.com/wp-content/uploads/judi-dench-skyfall.jpg
http://i.dailymail.co.uk/i/pix/2012/07/31/article-2181632-144F9D41000005DC-158_634x343.jpg
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