Quem viu uno filme de Roland Emmerich, já viu todos. O que esse alemão puder inventar para destruir o mundo, ele fará. Quando todo mundo falava de área 51ele lançou “Independence Day”. Antes de Hollywood começar a refilmar filmes japoneses ele lançou a sua versão de “Godzilla”. Quando era moda falar em aquecimento global ele fez “O dia depois de amanhã” e com a nuova moda de falar sobre calendário maia non podia ser diferente, com o lançamento de “2012” com unos três anos de antecedência. Mas na verdade, se formos parar para analisar, ele na verdade vem fazendo o mesmo filme ano após ano, só mudando os atores.

SINAIS DE QUE VOCÊ ESTÁ EM UNO FILME DE ROLAND EMMERICH:


O personagem principal é divorciado: Tanto o personagem do Jeff Goldblum em Independence… quanto o de John Cusack em “2012” são divorciados e precisam da ajuda de suas ex-esposas para poderem salvar o mundo. Até parece que na vida real alguna donna iria dar confiança para o ex-marido, quanto mais ajudar ele em alguna cosa. Era capaz dela aproveitar que o mundo está sendo destruído e pedir a otra metade dos bens dele (una metade ela já levou). O personagem do Matthew Broderick em “Godzilla” non chegou a se casar com a mocinha do filme, mas eles eram namorados e tinham rompido antes do lagartonne começar a se coçar embaixo d’água, portanto podemos colocá-lo no mesmo balaio.


O filme foca na relação pai/filho dos personagens principais: A diferença é que em Independence… o personagem principal é o filho e em “O dia depois…” e “2012” são os pais. Graças a Deus em “Godzilla”, fomos poupados disso, se bem que aqui há uno caso de MATERNIDADE, já que o lagartonne fez uno ninho embaixo do Madison Square Gardenpocca zuera?). Sem contar que no caso de “2012” a cosa é pior ainda, pois os filhos do John Cusack são bastante irritantes e non se dão bem com ele (“Guerra dos Mundos” mandou uno abraço).


O cientista é desacreditado: Ser cientista em uno filme do Emmerich é complicado. Tanto o Jeff Goldblum quanto o Matthew Broderick, o Dennis Quaid ou o Chiwetel Elijofor no caso de “2012” tem uno trabalho desgraçado para fazer alguém dar crédito no que eles dizem. Pior sorte tem o otro cientista , seu amicco, que non consegue embarcar em una arca (foram construídas arcas para salvar os Chefes de Estado e os milionários) com sua família e todos são afogados. Diplomas do MIT, ou de qualquer otra instituição são sumariamente ignorados pelas autoridades competentes. Aliás, Emmerich tem tanta consciência de que o seu público é tonto, que faz questão de mostrar em seus filmes que diploma é igual papel higiênico.


Uno ragazzo inteligente tendo que trabalhar em uno emprego menor: Jeff Goldblum, graduado no MIT trabalha com instalação de TV a cabo e John Cusack, non sabemos se é graduado em alguna cosa, mas é uno escritor de ficção científica que trabalha como motorista da limusine de uno magnata russo casado com una loira burra, que o chifra com o piloto de seu jatinho e que tem dois filhos folgados e irritantes: O recado do Roland parece ser: estudou? Quis escrever uno livro? Azar o seu!


Milhões de brancos e só uno casal negro: No caso de “2012”, há vários personagens negros (o cientista, seu pai músico de jazz, o presidente norte-americano e sua filha), mas no final do filme só sobram o cientista e a filha do homem. A julgar pelo critério “democrático” usado para determinar quem entra nas arcas, o mundo será reabitado em sua maioria por brancos ou por famílias de sheiks árabes. Em Independence…, só me lembro de uno casal negro (Will Smith e Vivica A. Fox) com filho.


Uno personagem é sacrificado: Exemplo o piloto experiente interpretado por Randy Quaid que, na verdade, se sacrifica, em uno ataque kamikaze para atingir o ponto fraco de una nave alienígena, como também o padrasto dos filhos do John Cusack, que é prensado nas engrenagens que controlam a entrada da arca ou a namorada do magnata russo, que morre afogada DENTRO da arca. Se você é uno personagem secundário na trama, tome cuidado.


O rei das coincidências: Em Independence…, é a coincidência que faz Will Smith reencontrar sua esposa, filho e otros personagens relevantes da trama. Em “Godzilla”, é a coincidência que faz o Matthew Broderick estar sempre certo, mesmo ele nunca tendo visto o lagartonne antes. Em O dia depois é a coincidência que faz os lobos encontrarem um bote para poder embarcar e as pessoas conseguirem escapar das gigantescas paredes de água e da neve. Em “2012”é a coincidência que faz o filme andar: coincidentemente o trecho do Parque Yellowstone que é fechado pelos militares é aquele em que o John Cusack e a ex-mulher dele se encontravam. Coincidentemente o personagem do Chiwetel Elijofor  que ele e os filhos encontram lá lê um de seus livros. Coincidentemente os filhos do Cusack vêem na TV o supermercado em que a mãe deles compra sendo dividido ao meio. Coincidentemente os meninos, a mãe, ele e o padrasto encontram o seu patrão russo que tem bilhetes para poder embarcar no avião que os levará a arca. Coincidentemente a namorada do russo é paciente do padrasto dos filhos do Cusack (ele é cirurgião plástico)…



Metrópoles, os piores lugares para-se viver: Embora em seus filmes Roland destrua o mundo inteiro (exceto Godzilla, em que o negócio fica restrito à Nova York), a merda sempre começa em una metrópole. A única diferença é que em “2012”, o mundo começa a cair a partir de Los Angeles, enquanto que nos otros filmes o negócio começa a desmoronar em NY. Sorte que são obras de ficção e que nada nem ninguém já causou caos lá… OH WAIT

Roland Emmerich: Insspiração para o Bin Laden



Alguno monumento é destruído: Estátua da Liberdade, Cristo Redentor, Torre Eiffel, Big Ben, Capela Sistina, Basílica de São Pedro. Se vocẽ perceber que está dentro de uno filme do Emmerich, per favore, non visite nenhum desses lugares, pois com certeza non restará nada deles ao acabar o filme. Destaque para a Globo News, que é citada no filme como sendo a geradora das imagens do Cristo Redentor sendo destruído por uno terremoto (o quão forte deve ser esse terremoto para destruir una estátua de pedra-sabão no topo de uno morro há vários metros de altura em una área em que non há terremotos). Ao menos o Pereio deve ter ficado feliz do Redentor ter sido detonado.



Casa Branca, o pior lugar para se estar: Ao menos em Independence… e em “2012”. Em uno filme a Casa Branca toma uno raio alienígena nas ideia. Em otro, ela é atingida por uno porta-aviões chamado USS John F. Kennedy. Quem diria que o Kennedy voltaria para lá dessa forma.

  O Governo Americano sempre escondendo algo de seus cidadãos: Em todos os filmes, o Governo sempre sabe da situação e sempre esconde isso do americano comum, com a desculpa de “non querer causar pânico”. Em Independence… a famigerada área 51 e finalmente revelada. Em “2012”, descobrimos  que o governo monitora toda e qualquer comunicação interpessoal feita ao redor do Globo e, nesse caso, tratava de se livrar de qualquer uno que ameaçasse contar sobre o que o pessoal da Casa Branca sabe e a construção das arcas. Só non dá para entender per que eles non tentaram eliminar o maluco, personagem do Woody Harrelson, que sabe de tudo e CAGUETA TUDO EM UNO PROGRAMA DE RÁDIO PIRATA, TRANSMITIDO DO LADO DA BASE MILITAR INSTALADA NO PARQUE DE YELLOWSTONE. Cadê a lógica? Mas quem disse que há lógica e coerência em uno filme de Roland Emmerich?

“Homens brancos não sabem conspirar”



Esqueca a lógica: Alienígenas dotados de naves equipadas com a mais alta tecnologia são derrotados per uno símples vírus de computador (OS ALIENS USAM WINDOWS 95?), mutações radioativas fazem lagartos assexuados ficarem gigantescos, explosões com a potência de trocentas bombas atômicas non interferem na aparelhagem dos aviões possibilitando que os personagens consigam escapar da morte certa, a poeira não estraga as suas hélices nem turbinas, o Polo Norte vai parar em Wiscosin e a África continua pimpona no lugar de sempre, alguém anuncia una pane geral nas comunicações em todo o globo e dois minutos depois os personagens estão ligando para alguém… a lista é interminável. Então vamos terminar logo com isso.


O presidente americano é uno herói e sempre faz pronunciamentos inspiradores: Em Independence… o presidente interpretado pelo Bill Pulmann se chamava Thomas, fazia uno discurso inspirador em rede nacional e se voluntariava para pilotar uno avião caça e detonar os aliens. Em 2012, o presidente também se chama Thomas, também faz uno discurso inspirador (incompleto, per que o sinal de TV é interrompido) e também é uno herói, non per que pilota uno avião, mas perque prefere cuidar das pessoas que estão em terra do que embarcar na tal arca ao contrário de otros líderes mundiais, exceto o Primeiro-Ministro italiano, que preferiu também ficar em terra, só que rezando (non é o Berlusconi). Além disso, o presidente em 2012 é interpretado por Danny Glover que é negro assim como Morgan Freeman que fez “Impacto Profundo”, que non é uno filme de Roland Emmerich, mas é uno filme de catástrofe também.

Ainda bem que na vida real o presidente americano non é negro…OH WAIT!

Pelo menos, meu nome não é Thomas


O filme inteiro pode ser visto no You Tube.


Cotação:

4/10 cabeças de cavalo – Tomara que o mundo acabe logo e non tenhamos mais que ver essa merda de filme.


Outros filmes para ver antes do mundo acabar:

#12 Cinderela Baiana
              
 #11 Uma Escola Atrapalhada 

#10 Kung Fu Contra as Bonecas




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