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Amicci, ninguém tem tanta propriedade para escrever sobre mãe do que mafioso, seja ele italiano ou judeu. Tem até aquela piada sobre qual a diferença entre a mãe judia e a italiana: A mãe judia diz ao seu filho “Se acontecer algo contigo, eu me mato”, enquanto que a mãe italiana diz “Se algo acontecer contigo, eu te mato”. Pois bem, independente de nacionalidade, essas duas frases poderiam muito bem ser proferidas por qualquer uma das mães que apresentarei a seguir. Algumas são extremamente devotadas aos seus filhos e cometeriam as piores aberrações em nome deles. Otras, pelo contrário, transformam a vida de seus bambinni em uno inferno, mas nenhuma passa despercebida.
Essa lista noncontempla as “mães de Hitchcock” (Psicose, Os Pássaros) porque são hors concours. Também non contemplei “A Sogra” com a Jane Fonda, porque é muito óbvio e nem “Pare! Senão mamãe atira!”porque é ruim demais até para aparecer aqui. Quem quiser ver uno dos filmes abaixo resenhado no próximo post é só indicá-lo nos comentários (exceto “Sexta Feira 13” que já foi resenhado em otra ocasião). Pois então vamos às mães:

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Maureen O’Hara em “Mamãe não quer que eu case” (1991).

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A viúva irlandesa, mãe do personagem de John Candy (que como bom descendente de irlandês, é policial) é super-protetora, boca larga, critica a tudo e a todos, sente muita falta do marido e se opõe ferozmente ao relacionamento do filho com una ítalo-americana maquiadora de defunto (interpretada por Ally Sheedy). Apesar de ser una típica comédia com John Candy, fez menos sucesso que otros de seus filmes como “Quem vê cara não vê coração” e “Antes só do que mal acompanhado” (injustamente, pois é uno bom filme). Tem a participação de James Belushi como colega do personagem de Candy e dos irmãos Macaulay e Kieran Culkin.

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Miriam Margolyes em “Ed e sua mãe morta” (1993)
Levemente inspirado na vida de Ed Gein, o filme apresenta uno personagem com o mesmo nome do famoso serial killer (interpretado pelo genial Steve Buscemi) e que mora com a mãe super-protetora e com o tio voyeur, que bisbilhota a vizinha (Samantha Jenkins, que na vida real é mulher de Kevin “Hércules” Sorbo). Depois da morte da véia, Ed recebe a visita de uno misterioso homem (que parece una versão mais velha do Supla) que lhe oferece a possibilidade de ressuscitar a mama. A dita cuja volta dos mortos, mas com hábitos muito estranhos e no momento mais impróprio impossível, pois Ed estava começando a se dar bem com a vizinha, Uno dos poccos filmes em que Buscemi é protagonista, por isso mesmo, uno clássico.
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Kathleen Turner em “Mamãe é de morte” (1994)

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Saudosos tempos em que uno filme desses passava na TV Bandeirantes. Kathleen Turnerinterpreta una dona-de-casa simpática e devotada, que se transforma em una serial killer impiedosa para com aqueles que fazem algum mal contra seus filhos. Assim como em “Assassinos por natureza” e otros filmes, a mãe acaba virando una estrela nacional e chamando a atenção da mídia, com direito a fã-clube e adaptação da sua vida para o cinema (filme dentro do filme, metalinguagem). Possivelmente o filme mais famoso e bem-sucedido da carreira de John Waters (e o menos repulsivo, se é que isso é possível). Vale lembrar que uno dos filhos dela no filme é Matthew Lillard, o Salsicha dos filmes do “Scooby Doo”

Anne Ramsey em “Os Goonies” e “Jogue a mamãe do trem” (1985 e 1987 respectivamente)

A mama de todas as mamas cruéis de filmes. Se uno dia Satanás se fez gente, provavelmente encarnou na pele da Mama Fratelli ou da insuportável mãe do Danny DeVitto em “Jogue a mamãe…”, que apesar de non sere uno excelente filme, para mim é una das melhores homenagens que poderiam ser feitas a “Pacto Sinistro” do Hitchcock (especialista em mães) e é bem superior a “Quero Matar Meu Chefe” (que até cita esse filme em determinado momento).
A mulher é tão desgraçada, mas tão desgraçada que PARIU O SLOTH E O DANNY DEVITO. Vocês pararam pra pensar nisso? Ainda protagonizou una das cenas mais escrotas do cinema no filme “A maldição de Samantha”.

Elizabeth Moody em “Fome Animal” (1992)

O mais engraçado deste que é uno dos melhores filmes ruins do Peter Jackson (o otro é o amador “Bad Taste”) é que seu argumento é muito parecido com o de “Ed e sua mãe morta”, com a diferença de que foi lançado quase uno ano antes, sem contar o fato de que em “Ed” o ragazzo pedia para ressucitarem sua mama, em “Fome” isso ocorre de forma inesperada, haja vista que a vecchia foi mordida por uno macaco-rato (!!!) que a transformou em uno zumbi. Fora isso, tudo é muito parecido, tanto a relação entre o ragazzo e a mama, quanto entre ele e a bambina de quem ele acaba gostando e cujo relacionamento será arruinado pela vecchia zumbi. Filme que deve ser visto urgentemente pela geração que só conhece “Senhor dos Anéis” (“Os Espíritos” também vale a pena)

Piper Laurie em “Carrie, a estranha” (1976)

Quem reclama de fanáticos religiosos como Marco Feliciano non deve ter conhecido a Sra. Margaret White, una megera que parece una filha bizarra do Silas Malafaia com a Rachel Sheherazade, tamanho o nível de aberrações que ela profere durante o filme e o modo como destrata sua filha adolescente e paranormal Carrie. Una fanática religiosa que mais parece o capeta na Terra. SÓ NON É MAIS ABOMINÁVEL QUE OS PRODUTORES QUE QUEREM FAZER REMAKE DESSE FILME!  QUEIMEM NO INFERNO!

Betsy Palmer em “Sexta Feira 13” (1980)

Pocca gente sabe, mas no primeiro filme da série “Sexta-Feira 13”, quem era o “Jason” era a sua mãe Pamela Voorhees, inconformada com o fato de que seu filho morreu afogado no lago Cristal Lake, porque os monitores do acampamento estavam ocupados demais fazendo sexo, para se preocupar com isso (por isso Jason ataca os jovens enquanto transam). Apesar de ser una senhora de meia-idade, a desgraçada encara qualquer uno, tem una força descomunal e leva 15 minutos de filme para morrer como vocês podem conferir aqui. Daí você descobre de onde vem toda a resistência do filho dela.

Rebecca De Mornay em “A mão que balança o berço” (1992)

“Ah, mas ela é babá, não é mãe!”, antes de ser babá, a personagem desse filme foi mãe, ou quase, pois com o suicídio do marido ginecologista, que foi acusado de molestar sexualmente una paciente, ela perdeu o bebê e resolveu se vingar da mulher que acusou seu marido indo trabalhar na casa dela como babá e aproveitando o ensejo para fazer da vida dela e de sua família uno inferno (se você pensou em “Avenida Brasil” e em “Revenge”, acertou). O filme ainda conta com participações de Juliane Moore (ainda desconhecida e que recentemente aceitou fazer o papel de Margaret White no ABOMINÁVEL remake de “Carrie”) e de Ernie Hudson, o Winston de “Os Caça-Fantasmas” em uno papel considerado dos mais racistas da história do cinema.
Tallulah Bankhead em “Die! Die! My darling!” (1965)

Essa também é do time das fanáticas religiosas e das ressentidas pela morte dos filhos. O alvo de suas maldades é a personagem de Stephanie Powers, ex-noiva de seu filho e, segundo ela, culpada pela sua morte em uno acidente de carro. Em vez de dar cabo de una vez da vida da ragazza, a vecchia a submete as piores torturas imagináveis (Non, ela non obriga a bambina a ouvir uno disco do Lobão). Obscuro, é mais famoso por ser o último filme de Tallulah, por ser o primeiro de Donald Sutherland e por batizar a melhor música que eu já ouvi dos Misfits

Mo’Nique em “Preciosa” (2009)

De todas as mães citadas nesse post, essa talvez seja a pior de todas por ser a mais REALISTA dentre elas. A probabilidade de você conhecer una pessoa igual ela é muito maior do que a de se envolver com una fanática religiosa ou una mãe super-protetora e desmiolada. Mas o mais impressionante de tudo é quando você vê o filme até o final e entende porque ela maltrata tanto a personagem principal, Preciosa (non justifica, mas você passa a entender). A performance de Mo’Nique nesse filme é tão brutal que lhe rendeu uno OscarTM de Melhor Atriz Coadjuvante, algo inédito non só pelo fato dela ser negra, mas por ser una COMEDIANTE fazendo uno papel sério (Takeshi Kitano mandou lembranças).

Angela Lansbury/Meryl Streep em “The Manchurian Candidate” (1962 e 2004 respectivamente)
Nesse filme que é a mama de todos os filmes sobre lavagem cerebral a Sra. Iselin, mulher de uno influente senador anti-comunista controla absurdamente a vida do filho, que sofreu lavagem cerebral durante a Guerra da Coréia e desde então assumiu uno comportamento estranho e obsessivo. Ela o força a encerrar o namoro com Jocelyn Jordan, filha do rival político deles e o convence a provocar uno atentado contra a vida do candidato à presidência dos EUA, pelo partido de seu marido a fim de que ele seja indicado no lugar do morto. O papel rendeu à Angela Lansbury una indicação ao OscarTM de Melhor Atriz Coadjuvante (perdeu para Patty Duke  por “O Milagre de Anne Sullivan” ).
Arnold Schwarzenegger em “Junior” (1994)

Precisa explicar?

Fontes:

www.imdb.com
http://www.the-filmreel.com/wp-content/uploads/2010/08/ed_dead_mother_01.jpg
http://ciakomus.blogspot.com.br/2012/04/sexta-feira-13-mais-imortal-que-o.html
http://www.tumblr.com/tagged/ed%20and%20his%20dead%20mother?language=ja_JP
http://filmescomlegenda.tv/fcl/a-mao-que-balanca-o-berco-the-hand-that-rocks-the-cradle-1992/
http://www.tumblr.com/tagged/peyton+flanders
http://www.tumblr.com/tagged/braindead
http://sessaodomedo.blogspot.com.br/2012/08/critica-fome-animal.html
http://www.tumblr.com/tagged/precious%20movie?language=pt_BR
http://www.tumblr.com/tagged/carrie%20gif?language=pt_BR
https://opoderosochofer.files.wordpress.com/2013/05/manchuriancandidate.jpg
http://www.tumblr.com/tagged/die!%20die!%20my%20darling!
http://www.dotgif.org/tag/arnold-schwarzenegger
http://www.tumblr.com/tagged/manchurian%20candidate
http://umadosedecinema.wordpress.com/tag/maureen-ohara/
http://www.rottentomatoes.com/m/ed_and_his_dead_mother/
http://www.digitalspy.co.uk/movies/i400389-8/mothers-day-special-best–worst-movie-mums-worst-pamela-voorhees-betsy-palmer.html
http://www.tumblr.com/tagged/ed%20and%20his%20dead%20mother?language=ja_JP
http://www.tumblr.com/tagged/serial-mum
http://www.1channel.ch/watch-6843-Only-the-Lonely
http://www.rottentomatoes.com/quiz/serial-mom/

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