Non sei se eu já escrevi isso aqui, mas eu sou da opinião de que remakes só devem ser feitos se a) o filme original é muito obscuro (Ex: “Manhunt” que foi refeito em “Dragão Vermelho”) ou b) o remake é mais ousado que o filme original (Ex. “Scarface” do Brian DePalma). Será que o remake de “Sexta-feira 13” se encaixaria em uno desses casos? Haja vista o que foi feito da franquia no decorrer dos anni (especialmente do filme 6 em diante), uno reboot se tornava necessário. A forma com que foi feito isso é o que merece se discutir.

Em certos pontos, a refilmagem conduzida por Marcus Nispel é mais ousada que o filme original: Tem mais nudez, tem uno pocco mais de gore e sangue, fora una sequência de abertura que refaz a morte da mãe de Jason no primeiro filme e que, para mim, ficou até melhor que o filme original. A propósito, o termo “remake” no caso deste Sexta-feira 13 é uno tanto inapropriado, pois em vez de refazer o primeiro filme, é como se Marcos pegasse os 3 primeiros filmes, cortasse as sequências menos interessantes e refizesse as que sobraram com outros atores, carregando nos elementos que ele achasse mais interessantes, que foi o que eu citei no começo do parágrafo.


“Precisava mesmo fazer isso? Não era melhor só ter reeditado os 3 primeiros filmes e feito deles um só igual Superman Redeemed?”. Pois é. É essa a questão que o filme deveria responder. E a cada minuto que passa, vai ficando mais claro que era melhor e mais econômico ter feito isso mesmo.

Michael Bay + Marcus Nispel = Câncer

Tudo bem que há alguns aspectos que são próprios dos filmes do Jason e que non dá para eliminar de vez: jovens imbecis que vão para o meio do mato transar e fumar maconha mesmo sabendo que houve una chacina naquele mesmo lugar há algunos anni atrás. OK, mas foram 11 filmes batendo nessa tecla, podiam tentar algo diferente nesse remake, não? Senão para quê fazer uno nuovo filme?

TUDO PUTA E VIADO!

De fato a película até tenta fazer algo diferente no começo. O Jason que aparece no primeiro ataque a ragazzi incautos no meio do mato é diferente. Ele non é só uno sujeito enorme e mascarado que só usa armas brancas, mas sim uno caçador que tem capacidade intelectual de construir armadilhas. Enquanto o namorado interrompe a transa na barraca para ver quem está lá fora, Jason embrulha a namorada na lona e a amarra no galho de una árvore bem em cima de una fogueira para fazer churrasco de bambina. Quando o bambino aparece para tentar salvá-la, prende o pé em una armadilha para bichos selvagens e toma una facada bem na cabeça.


“Ah! Mas transforamaram o Jason em uno caçador inteligente! O Jason tinha que continuar descerebrado mesmo!” O problema maior non é esse, bambini. O problema é que o filme non consegue se decidir se o Jason deve ser esperto ou não, pois no restante do filme, ele continua o mesmo Jason de sempre, e pior: as mortes estão menos criativas do que nos filmes anteriores. ENTÃO PARA QUE FAZER REMAKE?

“Por que a gente vai morrer primeiro, se nós somos brancos e sem graça?”

Otro momento “faz que vai, mas non vai” é quando o ragazzo negro diz “só por que eu sou negro eu tenho que buscar gasolina?” ou “só por que eu sou negro, eu não posso gostar de Green Day?” Você acha que o filme vai subverter una das regras do slasher movies em que os primeiros a morrer são os personagens étnicos, seguidos dos nerds, dos arrogantes para enfim sobrarem apenas os insossos (una metáfora da formação do povo norte-americano?), mas non! Do segundo grupo de jovens que vão passar unos dias próximo a Crystal Lake (6 semanas depois do último massacre! SÃO PAZZOS MESMO, mas faz parte do show), o primeiro é uno chinês e o segundo é o negro! Isso só vai mudar quando o Harold e o Kumar rtesolverem protagonizar uno filme desses.

Otra cosa tenebrosa do filme é o fato de apresentar algunos personagens e non desenvolvê-los suficientemente, como por exemplo, uno chefe de polizia que aparece em menos de 10 minutos de projeção ou una signora que adverte o irmão de una ragazza desaparecida na primeira excursão, de que Jason a matou e que ele deve ficar longe dele. São personagens que poderiam ter aparecido mais e acrescentado algo à trama.

Em compensação, tem uno caipirão americano que morre cedo no filme e só serve para que Jason encontre una máscara de hóquei (até esse momento ele usa uno saco na cabeça igual no filme 2) nos lembrar que Marcus Nispel também dirigiu o remake de “O Massacre da Serra Elétrica”, em que o protagonista faz parte de una família de caipiras assim, só que bem mais exagerada. Aliás, a função desse “Sexta-Feira 13″é só a de lembrar que os dois filmes são do mesmo diretor. Marcus é uno dos cânceres da Hollywood atual (Além do Michael Bay, que é uno dos produtores do filme) pois além de estragar esses dois clássicos, também cagou em cima de “Conan, o Bárbaro” e “Pathfinder“. E vocês ainda reclamam do Uwe Boll (pelo menos os filmes dele são originais).



“Ué, e para quê que serviram todos os filmes antigos de Sexta-Feira 13?” Serviram para o “TV Pirata” fazer una baita duma piada bacana:

Resumindo: “Sexta-Feira 13” até merecia uno “reboot” que apagasse todas as merdas que fizeram na franquia durante os anni, mas com certeza escolheram o diretor errado para fazer isso.

Cotação:
6/10 cabeças de cavalo: Melhor ver os Ministros do STF discutindo “embargos infringentes”

Fontes:
http://www.dbcovers.com/big-poster-of-viernes-13-2009-viernes_13_2009_2
http://ciakomus.blogspot.com.br/2012/04/sexta-feira-13-mais-imortal-que-o.html
http://filmesparadoidos.blogspot.com.br/2008/10/superman-redeemed-2006.html
http://pt.wikipedia.org/wiki/Uwe_Boll

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