ATENÇÃO: Esse post é um “remake” de um post antigo escrito em um outro blog do mesmo autor, com algumas pequenas modificações. Depois não digam que não foram avisados. 
Imaginem vocês bambinni que lêem e COMENTAM nesse blog, se o BBB fosse uno programa em que o apresentador fosse mais cínico e menos mala que o Bial, que tivesse a presença de DOIS governadores americanos que também são porradores de marca maior e que as palavras“eliminação” e “paredão” fossem tomadas ao pé da letra ? Pois tiveram unos caras no final dos anni 80 que pensaram nisso e rodaram uno clássico dos filmes de ação que é muito mais interessante que o programa da Globo, que nem estupro tem… PERA!




A história de “O Sobrevivente” (The Running Man) é baseada em uno livro escrito por Stephen King sob o pseudônimo de Richard Bachman em 1982, que no Brasil ganhou o título de “O Concorrente” e cuja história é muito mais pessimista do que o filme (e que deve ter inspirado uno certo terrorista árabe…). Na verdade, antes de “Carrie”, seu primeiro livro, Stephen tinha escrito, enquanto calouro na Universidade do Maine (1966-1967)“The Long Walk”, uno romance que só foi publicado em 1979 e que tinha una premissa muito parecida e envolvia uno EUA totalitário e uno jogo de sobrevivência envolvendo 100 jovens (Se você pensou em “Jogos Vorazes”, acertou!). A história de “O Concorrente” é muito similar a de uno filme para TV alemã, de 1970, chamado “Das Millionenspiel”, que em 1983, ganhou uno remake franco-iugoslavo chamado “Le Prix Du Danger”, que por sua vez são inspirados no conto de ficção científica de 1958, “The Prize of Peril” de Robert Sheckley. Otra fonte de inspiração é o conto “The Most Dangerous Game” de 1924, escrito por Richard Conell, que ganhou una versão para o cinema em 1932 e até hoje serve de inspiração para inúmeros filmes, desde “O Alvo”, passando por “Battle Royale” até chegar em “Jogos Vorazes” (inclusive você pode conferir a lista com esses filmes aqui)



O filme de Schwarzenegger antes de ser dirigido de fato, teve 3 diretores cotados, incluindo George Pan Cosmatos de “Rambo II”, que queria que a história fosse “um rolêzinho no shopping”, o que foi descartado pelo produtor Rob Cohen (diretor de “Triplo X” e do primeiro “Velozes e Furiosos”) . A missão acabou sobrando para Paul Michael Glaser, que com David Soul protagonizou a série de TV “Starsky & Hutch”. Seus trabalhos antes de “Running Man” foram apenas dirigindo episódios de séries de TV, o que segundo Schwarza, foi o motivo de o filme ter ficado tão “raso” no que se refere aos temas sérios abordados no roteiro, diferente por exemplo de “O Vingador do Futuro” de Paul Verhoeven. O roteiro é de Steven E. de Souza, que dirigiu AQUELE “Street Fighter”.

A história se passa em 2017, em um mundo regido por uno governo opressor em que os rebeldes são tratados com mãos de ferro e as demais pessoas são alienadas por programas de TV extremamente manipuladores e apelativos, sendo o de maior sucesso, uno reality show bastante degradante. Completamente diferente da realidade, né?

 



Schwarza é Ben Richards, uno piloto de helicóptero que se recusa a atirar em manifestantes desarmados e vai parar em una prisão de segurança máxima. Só que prisão alguma é suficiente para deter o“Carvalho Austríaco”, e com a ajuda de mais unos trutas (um deles é Yaphet Kotto, que foi vilão em “Com 007 viva e deixe morrer) ele consegue escapar de lá.

 


Em seguida, faz una refém (Amber Mendez, interpretada pela ex Miss Venezuela, Maria Conchita Alonso, a policial machona de “Predador 2”) e tenta fugir para o Havaí, fingindo ser seu marido. Fazendo seu papel de esposa, ela lhe mete a porrada, o cara é preso e acaba tendo a chance de participar do programa de TV “The Running Man”, unoreality show em que precisa vencer otros abrutalhados para ganhar o Moto Radio a liberdade.

 


O tal programa de TV é fantástico! O apresentador e produtor Damon Killian (Richard Dawson do seriado “Love Boat” e que por muito tempo foi apresentador do programa de perguntas e respostas “Family Feud”, o “Roletrando” deles) é uno farabutto inescrupuloso, que só pensa em audiência (Noooooosa, quem imaginaria…), tem unas bailarinas tipo as do Gugu (coreografadas pela Paula Abdul do “American Idol”) e a platéia tem unas tias mais velhas que as colegas de auditório do Sílvio Santos. Tem quem diga que Dawson apenas interpretou a si mesmo…

 





A fórmula é muito simples: Solta-se o cara numa espécie de “zona de guerra” e ele é“caçado” por gladiadores que já venceram o programa em otras edições. Ganha aquele que continuar vivo, o que é una dádiva, pois com isso se elimina uma praga que temos que suportar nos dias de hoje que são os ex-participantes de reality shows, esses arroz-de-festas que temos que aguentar o tempo todo.

É com você mesmo que eu tô falando!

 

Auxiliado pelos seus dois amicci e pela Amber, que acaba sendo capturada também, Schwarza/Ben Richards tem que enfrentar os tipos mais bizarros para salvar sua pele e a dos otros e é daí que nós extraímos o melhor que os filmes de ação dos anos 80 podiam nos oferecer: a ultra-violência e os diálogos sem-noção. Enquanto rasga o pescoço de uno com arame farpado ou faz uno cara serrar o próprio saco com sua serra-elétrica, o austríaco solta suas pérolas:

 

 

 

Vale destacar nesse filme também a presença de dois ícones da cultura americana. Uno deles é Jim Brown, que é tipo uno Pelé do futebol lá deles e cujo uno dos primeiros filmes foi “Os 12 Condenados” de 1967, que vem a ser o avô de filmes como “Os Mercenários” reunindo nomes como Lee Marvin (Comando Delta), Charles Bronson (Desejo de Matar 1,2,3,4,5…), Donald Sutherland (Condenação Brutal) entre otros.

 
SOU EU BOLA DE FOGO E O CALOR TÁ DE MATAR…

O otro destaque é Jesse Ventura. Ex campeão de Luta Livre, foi GOVERNADOR DE  ESTADO AMERICANO, assim como Schwarzenegger, sendo este governador da Califórnia e Jesse do Minessota. Não podemos nos esquecer que os americanos já elegeram uno ator ruim para a Casa Branca, Ronald Reagan, fora os que non são atores profissionais mas mentem tão bem quanto.

 
Aécio Neves e José Serra

Otras participações especiais são de Mick Fleetwood, baterista da banda Fleetwood Mac como líder rebelde e Dweezil Zappa, filho do guitarrista Frank Zappa, como Stevie, provavelmente em referência a Stevie Nicks, também do Fleetwood Mac

Mick Fleetwood
Dweezil Zappa

Para não dizer que não falei dos defeitos do filme, o visual dele é uno tanto quanto “datado”. Escuro, como a maioria dos filmes da época, e com aquelas roupas extravagantes e de cores berrantes como só os anni 80 conseguia produzir (os uniformes dos competidores eram fornecidos pela Adidas). Mesmo assim, ainda bem que non ganhou uno remake como “Conan” (desnecessário) e“O Vingador do Futuro” (idem). E tomara que non ganhe mesmo

 
 
 
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