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Só para non deixar vocês reclamando muito.

“Eu, Daniel Blake.” de Ken Loach

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Quando dizem que a expectativa é a mãe da decepção non estão brincando. Fui ver este filme por conta das críticas positivas que li a respeito e por conta de ser do mesmo diretor deÀ Procura de Eric(o qual ainda verei). Como pessoa leiga com relação ao cinema de Ken Loach, digo que curti o estilo cru, quase documental, pois encaixa no tema que é a luta de uno cidadão, que dá nome ao filme, contra a burocracia inglesa a fim de conseguir se aposentar (imagine essa mesma história se passando aqui, em tempos de Michel Temer. Até o meio do filme eu o acho bem interessante, porém, a partir de una determinada cena em uno supermercado, o roteiro vira una montoeira de clichês, que culminam em uno final anticlimático.

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Sósia brasileiro de Daniel Blake

“Ah, mas vira e mexe você elogia uns filmes abarrotados de clichês”. Sim, mas é diferente você assistir uno filme que você já espera que tenha clichês de otro que você crê que tenha roteiro mais inteligente. Para entender melhor o que eu acabei de escrever assista O Som ao Redore Que Horas Ela Volta?e depois veja este e note a diferença.

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Goleiro Marcos também tá no filme

Em todo o caso, esse filme merece uno carinho especial, justamente pelo tema, que transcende a linguagem cinematográfica e retrata uno problema social que, guardadas as devidas proporções, é universal. Esse texto do Justificando faz mais justiça ao filme (sem trocadilhos) do que eu.

Cotação

2/5 cabeças de cavalo – Melhor ficar na fila da Caixa pra pegar o FGTS.

“O.J.: Made in America”  de Ezra Edelman

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Nos últimos tempos, tem se comparado o caso do goleiro recém-liberto Bruno Fernandes com o do ex-jogador de futebol americano e ator O.J. Simpson. Tirando o fato de que ambos assassinaram mulheres com quem tiveram uno relacionamento, terem ficado pocco tempo presos e contarem com o apoio de alguns populares, mesmo tendo feito o que fizeram, non há nada de comum aqui. A fama de O.J. era comparável a de uno Pelé e Bruno non passou pelo processo de “embranquecimento” pelo qual passou o americano.

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“Ó a galera reclamando desse cara ai do teu lado!””Tá falando comigo ou com Donald Trump?” “Contigo!”

O grande mérito de “Made in America”, vencedor do Oscar de Melhor Documentário, é o de non se fixar somente no crime e no julgamento, mas também no que aconteceu antes e, principalmente, no que aconteceu depois, que é quando ele volta a ser “negro” e encontra seu fatídico destino, sendo finalmente preso, ironicamente por ter tentado roubar cosas que já foram suas. Pode parecer leviano escrever isto sem ter assistido os otros filmes com temática racial presentes no Oscar, bem como sintetiza a cerimônia deste ano, haja vista a abordagem que fez da questão da violência doméstica, que estava em destaque por conta da escolha de Casey Affleck como Melhor Ator.

Cotação

5/5 cabeças de cavalo – Melhor do que dar ibope para o Boa Esporte.

“American Crime Story: The People Vs. O.J. Simpson” criação de Scott Alexander e Larry Karaszewski

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Uno ótimo complemento ao documentário citado acima. Relevando a pocca semelhança entre alguns atores e sua a contra parte real (Cuba Gooding Jr. non parece O.J., mas está melhor do que nunca, já John Travolta como Robert Shapiro é de cair o cu da bunda. só participou porque era uno dos produtores) a série é muito bem feita, principalmente por mudar de enfoque a cada capítulo dando destaque a cada personagem ou grupo de personagens por vez, inclusive o júri(a parte em que os jurados tem que escolher entre assistir o seriado de Martin Lawrence e o do Jerry Seinfeld é hilária).

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Essa é a qualidade da série: a de dar destaque a personagens periféricos ao caso como a promotora Marcia Clark (interpretada brilhantemente por Sarah Paulson) tão massacrada durante o processo e vítima do machismo da sociedade e da mídia da época, tendo fotos íntimas reveladas em uno tempo em que non existia “manda nudese a internet 2.0 non  era nem uno sonho.

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“Toda vez que mostram as crianças Kardashian é como se testemunhassemos a inevitável criação de monstros” Hahahahahahahahaha

Aliás GRAÇAS A DEUS NON EXISTIAM REDES SOCIAIS NAQUELA ÉPOCA. se só com TV, Rádio e Mídia impressa o assunto repercutiu por longos 8 meses, imagine hoje em dia. Uno dos personagens da série é o advogado e amigo de O.J., Robert Kardashian (interpretado por David Schwimmer, o Ross de Friends). Imaginem a família Kardashian aparecendo todo santo dia  na TV… OPA! PERA!

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AS KARDASHIANS JÁ ERAM TONTAS EM 1994!

Cotação

4/5 cabeças de cavalo – Melhor do que dar ibope para as Kardashians.

Logan de James Mangold

Finalmente uno filme do Wolverine com sangue! Considerando que o diretor é o mesmo do filme anterior (“Wolverine Imortal”) dá para saber que a culpa deste ser ruim é da FOX e que “Deadpool” fez muito bem para os filmes de mutante do estúdio. Até que enfim uno filme repleto de ação e que non tem medo de mostrar Wolverine fazendo o que sabe de melhor: retalhar seus adversários, sem qualquer pudor.

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Trata-se de uno filme que retrata os heróis de forma mais humana e menos poderosa. É o que John Mc Tiernan e Mel Gibson teriam feito se tivessem tido a oportunidade. Una mistura de Mad Max – Além da Cúpula do Trovão “ com “Herança de Sangue, “Os Brutos Também Amam“, “Pequena Miss Sunshine“, “O Lutador “, “Rota Suicida“, “Lua de Papel “, “Os Cowboys” e “Stranger Things. E a bambinna X-23 é fuderosa. Deus me livre quando ela entrar na puberdade e ficar de TPM.

Cotação

4/5 cabeças de cavalo – Melhor do que ser motorista de Uber com fator de cura

Fragmentado de M. Night Shyamalan

James Mc Avoy treinando para virar Chico Anysio e Anya Taylor-Joy maravilhosa como sempre. Uno filme que se apóia mais nas interpretações e na direção de arte do que no enredo. Non é una obraprima de M. Night Shyamalan comoO Sexto Sentidoe Corpo Fechado “, mas está longe de ser una merda comoO Último Mestre do Ar e Depois da Terra. Infelizmente é uno filme do qual non se pode escrever muito, sob pena de estragar a surpresa do espectador.

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O que pode se dizer é que o ponto de partida é uno sujeito com múltiplas personalidades, que sequestra 3 ragazzas e as mantém em cativeiro em uno porão. As cenas nesse esconderijo são intercaladas com interações do ragazzo com sua psiquiatra, bem como flashbacks da infância de uno dos personagens, fazendo referência a eventos que terão influência no que ocorrerá no porão. Atente para as composições das cenas e os cenários claustrofóbicos.

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No mais a mais lá estão os mesmos cacoetes de Shyamalan: traumas do passado influenciando nos eventos do filme, problemas familiares, o sobrenatural presente, histórias que você tem que acompanhar até o último minuto, momentos uno tanto piegas acompanhados de musiquinhas idem além é claro da ponta obrigatória do diretor. Assista sem grandes expectativas, mas veja até o final.

Cotação

3,5/5 cabeças de cavalo – Mantendo o corpo fechado contra o hype

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